Brasil Transparente
O preconceito existente desde a escravidão estipulada pelos europeus e pela igreja católica fez com que perdurasse até os dias de hoje a má impressão sobre os africanos e afro-brasileiros.
Não tendo barreiras para quebrar essa ignorância do sistema a pólitica usa desse argumento para inserção de cotas para negros em empresas privadas, universidades públicas e tantos outros "benefícios".
Essa medida está sendo tomada não para inserir o negro no país como pessoa e sim como número para servirem de espelho para os países desenvolvidos e que possam dizer que temos uma estrutura sustentável para todas as camadas da população, ainda mais se tratando de um páis onde 60% da população é afro-descedente.
Mais isso tudo não seria mais uma forma de um preconceito estipulado pela sociedade afirmando que o negro não é capaz de conseguir suas próprias vitórias?Será que o problema não está na falta de organização de um país que ao invés de investir em educação e em reforma agrária para se ter um meio sustentável e um bom alicerce para a vida humana.
Seguindo esses fatos posso concluir que nosso país multicor não tem cores e sim é um país negro que para se tomar essas medidas de cotas e inserção do negro na sociedade é porque o contingente de pessoas afros é muito grande e que pelo visto o preconceito se perdurá por mais 700 anos, até nosso país chegar ao 100% de uma população negra, acredito que dessa forma o país sendo unicor acabará com o preconceito étnico, já que é a cor da pele que faz diferença, que sejamos todos brasileiros negros sem diferença social.
Tema: Cotas para Negros
Cristofer de Sousa Pereira - Aluno
Comentário do Ziggy:
Debater políticas afirmativas no brasil atual está em voga. O texto do Cristofer não foge do embate. Posicionar-se frente aos assuntos polêmicos e práticos demonstra sensibilidade e senso crítico em meio a nossa imensa realidade.
Gosto de ler o que Cristofer escreve, há dedicação, e uma busca da ampliação da consciência, própria e coletiva. Claro que idéias movem o mundo, mas é preciso inseri-las pelos meios cabíveis, fazendo-as entrar pela porta da frente e também saindo pela mesma porta. Por isso escrever é um meio de transporte das idéias, muito salutar e relevante nesse processo todo de sociabilidade.
Há uma forte idéia de multiculturalismo e a perda dele, no último parágrafo do texto do Cristofer. Diz ali nas entrelinhas ( e este é um dos problemas do texto, deveria dizer nas linhas e não nas entrelinhas) que estamos perdendo a chance de cuidar de nossa sociedade atráves do respeito às diferenças e crenças, para mergulharmos em um política "unicor" (que diga-se não só de passagem, que se vier a ser piorará muito as relações humanas). Contudo, digo que no texto do Cristofer há idéias, mas a forte ironia e a falta de clareza no último parágrafo prejudicaram o convencimento do leitor. Cristofer melhore a pontuação, para consequentemente dar maior objetividade e coerência ao seus texto. É isso por enquanto. Nos vemos, ou melhor, nos lemos nos próximos textos. Abraço.

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